Pesquisa BluePex Cybersecurity: só 15% das PMEs se consideram prontas para a LGPD

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Levantamento realizado pela empresa BluePex Cybersecurity indica que somente 15% das pequenas e médias empresas (PMEs) se consideram prontas para a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Essa já é a 3ª edição da pesquisa com PMEs realizada pela empresa citada, uma das principais empresas nacionais da área de segurança da informação.

O resultado da pesquisa é assustador, mas mostra uma tendência evolutiva na preparação para estar em conformidade com a novel regulamentação de dados nacional. Isso porque na 1ª edição do levantamento, realizado em setembro de 2020, apenas 2% das PMEs se consideram prontas para a LGPD.

O percentual saltou para 4% na 2ª edição da pesquisa, realizada em julho de 2021, o que demonstra uma acentuada preocupação com a LGPD.

Confira mais dados da pesquisa BluePex Cybersecurity

Conforme dito anteriormente, somente 15% das pequenas e médias empresas (PMEs) se consideram prontas para a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A pesquisa BluePex Cybersecurity ouviu 200 gestores de companhias diversas, sendo que 15% afirmam não ter nenhuma aderência às disposições do novo marco regulatório.

Por sua vez, 37% afirmam ter uma baixa aderência, 33% consideram que sua conformidade é apenas intermediária e 15% das PMEs se consideram prontas para a LGPD.

Ainda, conforme o levantamento 80% das PMEs possuem antivírus em seus parques computacionais, sendo que 23% possuem as versões gratuitas. Por último, de maneira assustadora 20% dos entrevistados afirmaram que não possuem nenhum tipo de proteção antivírus.

Lei Geral de Proteção de Dados

A Lei Geral de Proteção de Dados já é realidade em nosso país. As suas sanções já entraram em vigor em agosto de 2021, inclusive já sendo aprovado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados o Regulamento do Processo de Fiscalização e do Processo Administrativo Sancionador.

Lembra-se que a LGPD se aplica a qualquer operação de tratamento realizada por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, independentemente do meio, do país de sua sede ou do país onde estejam localizados os dados, desde que:

  • a operação de tratamento seja realizada no território nacional
  • a atividade de tratamento tenha por objetivo a oferta ou o fornecimento de bens ou serviços ou o tratamento de dados de indivíduos localizados no território nacional ou
  • os dados pessoais objeto do tratamento tenham sido coletados no território nacional

Além disso, recentemente o Ministério do Trabalho e Previdência reconheceu a profissão de DPO, o que demonstra  importância do tratamento de dados no Brasil.

Portanto, cada vez mais é preciso estar atento ao adequado armazenamento e tratamento dos dados pessoais, sob pena das sanções previstas na LGPD.

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